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10.07.2026

Por Fachesf

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Fachesf reduz em R$ 181 milhões o déficit do Plano CD nos últimos quatro anos 

A Fachesf tem atuado continuamente para fortalecer a saúde financeira do Plano de Contribuição Definida (CD) e garantir sua sustentabilidade no longo prazo. Como resultado desse trabalho, o déficit do plano foi reduzido em R$ 181 milhões nos últimos quatro anos, passando de R$ 475,9 milhões, em 2021, para R$ 295 milhões em 2025.  


Em valores atualizados pelo IPCA acumulado no período, ocorreu uma redução de 49% no déficit, passando de R$ 576 milhões para R$ 295 milhões. Esse avanço reflete um trabalho integrado de gestão de ativos e passivos: reestruturação da carteira de investimentos combinada ao gerenciamento contínuo do risco atuarial. Atualmente, o Plano CD conta com 1.579 participantes ativos, 2.429 aposentados e 573 pensionistas. 

Desde 2023, a Fachesf vem promovendo uma ampla reestruturação da carteira de investimentos do Plano CD-BCO (Benefício Concedido) para buscar uma melhor relação entre segurança e rentabilidade dos investimentos. A principal medida foi ampliar a chamada “imunização do passivo atuarial”, que consiste em aumentar a parcela dos recursos aplicada em ativos compatíveis com os compromissos futuros do plano. O objetivo é tornar os investimentos mais alinhados ao pagamento dos benefícios dos participantes e assistidos.  

A ampliação da estratégia de imunização foi possibilitada, ainda, pela alteração regulamentar de 2022 que passou a corrigir os benefícios do plano pelo IPCA, em substituição ao IGP-M.  Com compromissos e ativos referenciados ao mesmo índice, a Fundação ganhou conforto para ampliar a imunização, em sincronia com o cenário econômico favorável. 

“Em 2023, aproximadamente 48% da carteira estava alocada em títulos públicos marcados na curva. Atualmente, esse percentual alcança cerca de 82% do patrimônio do plano, investido em NTN-Bs marcadas na curva, todas adquiridas com taxas superiores à meta atuarial e estruturadas para compatibilizar os fluxos de pagamento dos títulos com as obrigações futuras do plano”, detalha Kepler Dias, gestor de Investimentos da Fundação. 

Em paralelo, a Fundação reforçou o gerenciamento do risco atuarial, com análises de sensibilidade, adequação contínua das hipóteses e maior confiabilidade na precificação do passivo. 

“A meta atuarial foi elevada em três ocasiões desde 2021 — hoje corresponde a IPCA + 5,37% —, sempre amparada em estudos técnicos de convergência, conduzidos com gradualidade e responsabilidade atuarial, e lastreada em ativos já contratados acima dessa taxa”, explica Sérgio Magalhães, assessor de gestão atuarial da Fachesf. 

A Fundação também promoveu uma revisão da alocação em ativos de maior risco. Ao longo dos últimos três anos, foram encerradas integralmente as exposições em renda variável, multimercados, investimentos no exterior e crédito líquido. Os recursos foram direcionados para ativos compatíveis com a estratégia de imunização, ampliando-se, também, a participação de investimentos indexados ao CDI, como uma maneira de aproveitar o ambiente de juros elevados observado no período. Com isso, a Fundação aumentou expressivamente a previsibilidade da rentabilidade do Plano, sem a volatilidade gerada pelos ativos de risco. 

A estratégia permitiu tornar a carteira mais eficiente, reduzir a sensibilidade às oscilações de mercado e aumentar a previsibilidade dos resultados. Como consequência, o Plano CD-BCO apresentou, no período, rentabilidade aproximada de cinco pontos percentuais acima da sua meta atuarial.  

“Esse retorno excedente, por si só, representou uma geração adicional de valor próximo a R$ 100 milhões para o patrimônio do plano, reforçando os benefícios financeiros proporcionados pela estratégia de investimentos implementada”, destaca Kepler Dias. 

Comentários

5 respostas para “Fachesf reduz em R$ 181 milhões o déficit do Plano CD nos últimos quatro anos ”

  1. ISMAEL ARAUJO REIS disse:

    Se em 4 anos reduziu -se o deficit em quase 50%, significa que em mais 4 anos poderemos zerar?

  2. Hilton Luna disse:

    Isso. Observa-se uma gestão com um modelo inovador adequando os investimentos as futuros demandas, distanciando-se de aventuras com rendimentos duvidosos.
    PARABÉNS

  3. Jose Alberto Torres disse:

    ESPERO QUE BREVE ESTE DESCONTO EXORBITANTE, QUE NAO PODEMOS NEM DESCONTAR NO IMPOPSTO RENDA,SEJA ZERADO, PORQUE NAO JUSTIFICA DESCONTOS ABSURDO QUE VAO ATE OS ANOS 1940 OU MAIS NA FOLHA DE PAGANENTO, DOS APOSENTADOS COM PEQUENAS SUPLEMENTACAO

  4. A redução nominal de R$ 181 milhões no déficit técnico acumulado do CD-BCO entre dezembro de 2021 e dezembro de 2025 é confirmada. Contudo, a publicação da FACHESF não apresenta a conciliação quantitativa completa dos fatores que explicam essa variação.

    A redução não pode ser atribuída exclusivamente à estratégia de investimentos, pois o período também foi afetado por alterações da taxa real de juros atuarial, contribuições extraordinárias, mudança do indexador dos benefícios, evolução da massa, pagamentos de benefícios e demais ganhos e perdas atuariais.

    A publicação da FACHESF não apresenta uma conciliação quantitativa desses fatores. Em particular, não demonstra quanto da redução decorreu do retorno excedente dos investimentos, das mudanças da TJMA, das contribuições extraordinárias, da substituição do IGP-M pelo IPCA, da evolução da massa ou de outras variações.

    Por essa razão, os Participantes requerem a apresentação de uma ponte atuarial e patrimonial completa entre os DTA de 2021 e 2025, acompanhada das memórias de cálculo e dos estudos de convergência da taxa de juros. Somente essa decomposição permitirá avaliar a efetiva contribuição da gestão de investimentos e explicar por que, apesar dos fatores favoráveis informados, ainda subsiste déficit de R$ 295 milhões ao final de 2025.

    A mesma transparência é necessária para a revisão das PMBD e dos DTA/PED dos exercícios anteriores, especialmente 2018, 2020, 2021 e 2022, objeto de solicitações já encaminhadas à FACHESF e à PREVIC.

  5. Cicero Ferraz Alvino disse:

    Se houve redução de R$ 181 milhões no deficit do plano CD. Terá que ser reduzido os prazos dos descontos na nossa folha de pagamento, caso contrário reduzir os percentuais de descontos para cada deficit a ser equacionado.

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