19.08.2026
Por Fachesf
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Planos mantêm desempenho positivo em julho/ 2026
Os planos de previdência administrados pela Fachesf encerraram julho de 2026 com rentabilidades positivas. Dos seis planos administrados pela Fundação, quatro superaram suas respectivas metas de investimentos no mês, período marcado por um ambiente mais favorável aos ativos domésticos. Entre os planos, o CD BAC apresentou uma recuperação expressiva em relação ao mês anterior.
Os planos BD, BS e CD BCO mantiveram desempenho consistente observado ao longo do ano e permaneceram acima de suas metas tanto no mês quanto no acumulado de 2026. O BD registrou rentabilidade de 0,81% em julho, diante de uma meta de 0,49%. Já o BS e o CD BCO alcançaram retorno de 0,71%, também superiores aos seus referenciais mensais.
No ano, o CD BCO acumula 7,52%, seguido pelo BS, com 7,21%, e pelo BD, com 6,96%. O resultado desses planos continua favorecido pela estratégia de alocação em renda fixa, especialmente pela elevada participação em títulos públicos federais indexados à inflação (NTN-Bs). Esses ativos são compatibilizados com os fluxos dos compromissos de cada plano. A gestão proporciona maior previsibilidade aos resultados e ao equilíbrio das obrigações previdenciárias de longo prazo.
Entre os planos de Contribuição Definida, o CD BAC se destacou, com rentabilidade de 1,04%, frente a uma meta de 0,51%. Com o resultado, o plano alcançou 6,59% no acumulado do ano, muito próximo a meta de 6,64%. No CD BAC, a renda fixa rendeu 1,23% no mês e a renda variável, 1,19%, contribuindo para o desempenho da carteira.
O CD Puro e o RealizePrev também encerraram julho com valorização, com retornos de 1,12% e 1,06%, respectivamente. Embora tenham ficado abaixo da meta mensal de 1,22%, ambos mantêm rentabilidades positivas no acumulado de 2026: de 7,22% no CD Puro e 7,12% no RealizePrev.
Acesse o relatório mensal detalhado de cada plano na página de Investimentos.
Confira a baixo a rentabilidade de cada plano.
| Plano | Rentabilidade Mês | Meta Mês | Rentabilidade Ano | Meta Ano |
| CD BCO¹ | 0,71% | 0,51% | 7,52% | 6,64% |
| BD¹ | 0,81% | 0,49% | 6,96% | 6,55% |
| BS¹ | 0,71% | 0,50% | 7,21% | 6,62% |
| CD BAC² | 1,04% | 0,51% | 6,59% | 6,64% |
| CD Puro² | 1,12% | 1,22% | 7,22% | 8,14% |
| RealizePrev² | 1,06% | 1,22% | 7,12% | 8,14% |
| ¹Rentabilidade dos Investimentos | ||||
| ²Variação da cota líquida | ||||
Gestão de Investimentos
O comportamento dos mercados em julho foi mais favorável aos investimentos domésticos. A bolsa brasileira voltou a subir após quatro meses consecutivos de queda, enquanto a renda fixa continuou encontrando suporte no elevado nível das taxas de juros.
Nesse ambiente, a diversificação das carteiras permitiu que os planos capturassem parte desse movimento positivo, ao mesmo tempo em que mantiveram exposição controlada aos segmentos de maior volatilidade.
Diante de um cenário que ainda reúne incertezas econômicas, fiscais e externas, a Fachesf segue conduzindo a gestão dos investimentos com foco na diversificação, na qualidade dos ativos e no controle dos riscos. O objetivo é buscar resultados consistentes e compatíveis com os objetivos de longo prazo de cada plano.
Cenário Econômico
No Brasil, julho apresentou sinais mais favoráveis no comportamento da inflação, que ficou abaixo das expectativas de mercado pelo segundo mês consecutivo. A melhora contribuiu para reduzir parte dos riscos inflacionários e abriu espaço para a continuidade, de forma cautelosa, do processo de flexibilização monetária. O cenário, entretanto, permaneceu marcado por juros elevados, maior sensibilidade dos mercados às questões fiscais e aumento das incertezas relacionadas ao ambiente eleitoral.
Outro fator de atenção foi o anúncio, pelos Estados Unidos, de novas sobretaxas sobre produtos brasileiros, ampliando as incertezas para alguns setores exportadores. Apesar desse ambiente, a bolsa brasileira avançou em julho, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda, enquanto o real apresentou valorização frente ao dólar.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve as taxas de juros entre 3,50% e 3,75%, em meio a um cenário de inflação ainda elevada e divergências entre os membros da autoridade monetária. Os mercados acionários apresentaram comportamento distinto entre os principais índices, com maior pressão sobre as empresas de tecnologia diante das dúvidas em relação ao ritmo e ao retorno dos elevados investimentos realizados em inteligência artificial.
Na Europa, a inflação apresentou desaceleração, mas permaneceu acima da meta do Banco Central Europeu. Diante das incertezas associadas principalmente aos preços de energia, o BCE manteve as taxas de juros inalteradas em julho, após o aumento realizado no mês anterior, preservando uma postura de cautela em relação aos próximos passos da política monetária.
Na China, os indicadores mostraram uma desaceleração mais clara da atividade econômica. O PMI industrial recuou para 49,2 pontos, voltando a indicar contração, enquanto o crescimento do PIB no segundo trimestre ocorreu no ritmo mais lento dos últimos três anos. Os segmentos ligados à tecnologia, inteligência artificial e semicondutores permaneceram entre os principais pontos de sustentação da economia, enquanto as autoridades sinalizaram a possibilidade de novos estímulos no segundo semestre.




Se está dando positivo, porque não baixa ou suspende o equacionamento
Por que não baixa o valor dos descontos a título de Contribuição Extraordinária para Equacionamento do Déficit referentes a 2018, 2020 e 2021?